Notícias

Fiocruz estabelece critérios para retomada das aulas presenciais e cobra cautela

Fiocruz estabelece critérios para retomada das aulas presenciais e cobra cautela

29/07/2020
Fonte: Rede Brasil Atual

Entidade de pesquisa cobra cautela e critica a retomada precipitada das aulas presenciais. Vidas estão em risco, e retorno deve obedecer regras

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta semana um estudo sobre o panorama da evolução da pandemia de covid-19 no Brasil. O texto tem dados detalhados e traz recomendações para o poder público, especialmente em relação ao retorno dos estudantes para as salas de aula, considerado precoce pela instituição.

O documento reforça nota técnica da instituição, divulgada na terça-feira (22). Na ocasião, a entidade alertou para o risco que correm 9,3 milhões de brasileiros adultos que convivem com crianças e adolescentes. O retorno presencial dos estudantes tende a provocar 3 mil mortes apenas no Rio de Janeiro, que pretende retomar as atividades em agosto.

Ao abordar o tema, a Fiocruz lembra recomendações de órgãos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unesco. Para um retorno seguro, o poder público deve levar em conta não apenas a curva epidemiológica de casos e mortos, mas também a taxa de transmissão. De qualquer forma, em todos os cenários, o Brasil não alcança os requisitos básicos.

“A diminuição de casos e mortes pela covid-19 não é o único indicador para retorno das atividades nos países. O retorno das atividades escolares deve estar pensado após o controle no número de casos novos e óbitos, quando todas as demais atividades já estiverem funcionando, em momentos próprios para cada estado e município”, alerta.

Taxa de contágio

De acordo com estudos locais e também de centros internacionais, como a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a taxa de transmissão no Brasil segue descontrolada. O cenário chegou a apresentar uma tendência de estabilidade no número de mortes, mas nunca reduziu em relação ao crescimento do número de casos.

Contrariando recomendações de cautela vindas de diferentes cientistas, estados e municípios passaram a abrir o comércio de forma precoce. De fato, suspenderam, entre meados de junho e o início de julho, as já fracas medidas de distanciamento social impostas, especialmente no mês de abril. O resultado foi a ampliação do descontrole do contágio.

Comentários

+ enviar comentário
Imagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregadaImagem pré-carregada