Palavra do Presidente
Paulo Ritz

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Bolsonaro e as ameaças à classe trabalhadora

Estamos começando um ano imprevisível. O comando do nosso país acaba de ser assumido por um presidente que já deu todos os indícios de que não está do lado da classe trabalhadora.

Uma de suas primeiras medidas foi decretar o aumento do salário mínimo abaixo do que já estava autorizado no Orçamento de 2019. O aumento foi de apenas R$ 44,00 (4,6%) em relação ao ano anterior. Portanto o valor do salário mínimo foi para R$ 998,00, valor que ficou abaixo dos R$ 1.006,00 aprovados pelo Congresso no ano passado.

A Reforma Trabalhista, uma das principais derrotas da classe trabalhadora nos últimos tempos, também deve ser ampliada no governo de Bolsonaro. Com a justificativa de que a população deve escolher entre “ter menos direitos e mais empregos” – ideia propagada repetidamente durante sua campanha eleitoral – Bolsonaro promete um aprofundamento das medidas, ou seja, o estrago será ainda maior. Entre as propostas está a criação de uma carteira de trabalho verde e amarela, que “será” uma opção voluntária para que os trabalhadores possam escolher entre manter vínculo empregatício com base na atual legislação ou aderir à nova carteira de trabalho na qual o contrato de trabalho prevalecerá sobre a CLT.

No pacote de maldades contra o trabalhador, a Reforma da Previdência está programada para acontecer ainda nesse primeiro semestre. Bolsonaro promete dar sequência à proposta do ex-presidente Michel Temer, com prioridade na fixação da idade mínima. Em resumo, a medida vai atingir diretamente a classe trabalhadora. Todos nós sabemos que a solução do suposto “déficit da Previdência” não está em criar ainda mais dificuldades para o trabalhador comum se aposentar. Por que não alterar as regras para a aposentadoria dos militares? Atualmente 299 mil militares recebem pensões ou aposentadorias astronômicas, mas o presidente já declarou que nesse primeiro momento só vai realizar a Reforma da Previdência para a população civil. Afinal é mais fácil e mais rápido mexer com o trabalhador, não é mesmo?

Por fim, como se não bastasse tudo o que nos espera, o que mais temos visto neste início de governo são denúncias e mais denúncias de corrupção envolvendo o nome e a família do presidente, que fez do “combate à corrupção” sua principal bandeira.

O cenário está estabelecido e nós já entendemos o recado. O que nos resta é usar o nosso papel, como cidadãos, de fiscalizadores e apostar na união entre o movimento sindical e os trabalhadores para fortalecer a nossa luta contra qualquer medida que possa ameaçar os direitos conquistados pela classe.

Não podemos prever tudo o que vai acontecer nos próximos meses, mas precisamos continuar confiantes e seguindo na direção de garantir a manutenção dos nossos direitos. A luta continua e a nossa união será ainda mais importante nesse período repleto de desafios.

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